Chegou o Dia dos Pais… e agora?

As famílias mudaram, as relações se transformaram e novas dinâmicas de convivência e criação dos filhos entraram em cena. Mas, apesar dos novos olhares para a vida em família, todos têm um pai. Seja presente, ausente, falecido, desconhecido, por vezes, amado ou não. Não há como negar a existência de um genitor, mesmo que ele nunca tenha, de fato, exercido seu papel de pai.
Bom para as crianças que convivem com o pai e têm essa presença em sua educação, em sua vida. Mas, e para aqueles que, por inúmeros motivos, não têm essa referência em sua criação? A proximidade do Dia dos Pais traz esse questionamento e, para muitas crianças, uma inquietação: porque meu pai não vai na festa da escola?
Por mais difícil que pareça esse questionamento, o indicado é lidar com o tema de forma mais natural possível. As crianças são indivíduos, tanto quanto nós, adultos, e devem saber a verdade. Na linguagem que entendam, na medida que não as agrida. Mas, sempre, a verdade.
Não é possível substituir a figura do pai, especialmente de um pai ausente. Seja numa festinha em homenagem aos papais na escola ou no dia a dia da criação das crianças. Mas é possível, sim, que essa criança tenha uma referência masculina, presente e que lhe dê amor, amparo e exemplos necessários para seu desenvolvimento.
Avó, tio, irmão, padrinho, amigo da mãe. Não importa quem seja essa figura masculina, desde que seja presente. Mas, e na festa dos Dia dos Pais na escola, quem vai representar o pai do meu filho? Não dá pra substituir essa presença num evento assim, mas é possível explicar para a criança que o mais importante é contar com a figura masculina em questão, todos os dias da vida da criança, e não apenas na data especial.
Sim, as crianças entendem e superam, desde que haja muito amor no outro lado desta balança. Afinal, é apenas uma data.
De qualquer forma, nesse Dia dos Pais precisamos refletir sobre a importância de seu papel na formação de caráter das crianças. Enquanto a mãe ensina os valores morais, o pai ensina a ética e os valores sociais. E eles são fundamentais, sim, tanto para os meninos, quanto para as meninas.

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